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Eleições

TSE monta sala climática para monitorar riscos no domingo de votação

Alerta de tempestade do Inmet cobre domingo (25) em MG, PR e MT. Veja o que a sala climática do TSE faz se uma seção não puder funcionar.

Fachada de vidro escuro curvo da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, ao lado de uma cúpula branca, sob céu azul.
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, que mantém a sala de monitoramento climático para o segundo turno.Foto: Luiz Roberto / TSE / Wikimedia Commons (domínio público)

No domingo (25), dia do segundo turno, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem alerta amarelo de tempestade para centenas de municípios de Minas Gerais. No Paraná, o aviso vale para o estado inteiro. Em Mato Grosso, cinco municípios também estão sob alerta. Para acompanhar esses riscos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou uma sala de monitoramento climático.

O que é a sala e quem participa

A Sala Nacional de Situação Climática foi instituída pela Portaria TSE nº 527, de 14 de agosto de 2026. A norma foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 20 de agosto, segundo a Agência Estadão. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, a assinou.

Além de integrantes do próprio tribunal, a sala reúne órgãos externos. São eles o Inmet, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Defesa Civil Nacional. As Forças Armadas também atuam com o grupo, segundo o Brasil de Fato.

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) seguem responsáveis pela votação em cada estado.

O que a sala faz

A sala acompanha previsões do tempo e alertas de desastres naturais. Também identifica seções em municípios vulneráveis e avalia riscos para locais de votação, urnas, transporte de material, energia e comunicações. Pode produzir mapas de risco e boletins técnicos, segundo o Diário do Comércio.

Ela funciona de forma ininterrupta a partir de 24 horas antes de cada turno, até o fim da votação. Pode ser acionada a qualquer momento para alertas críticos.

Se uma seção não puder funcionar

Segundo nota do TSE de 30 de setembro, as medidas incluem locais de votação de reserva e rotas emergenciais de transporte. Há também reforço das comunicações e orientação a servidores e mesários, que trabalham nas seções. As fontes consultadas não detalham como uma urna é trocada no meio da votação.

O problema já levou a mudanças antes do domingo. Para o segundo turno, 4.352 seções mudaram de local, de um total de 499.248, ou 0,87%. Os motivos citados incluem fortes chuvas, reformas não concluídas em escolas e falhas de energia, segundo o Brasil de Fato.

Quem já está na fila às 17h pode votar, mesmo se o atendimento terminar depois. Quem chega depois desse horário não entra na fila, segundo o Estado de Minas.

Quem vota em área de risco

Antes de sair de casa, o eleitor deve conferir o local de votação no aplicativo e-Título. O Inmet vê baixo risco de falta de energia e de alagamentos em Minas, segundo a Itatiaia.

No Paraná, a Climatempo prevê os maiores acumulados no norte, com 82 milímetros em Jacarezinho, segundo O Presente. Em Cuiabá, a máxima deve ficar perto de 39°C no domingo. O Fatos de Mato Grosso recomenda evitar o sol entre 10h e 16h.

O que diz o TSE: Em nota da Ascom do tribunal, de 30 de setembro, a sala “não substitui a atuação dos TREs”. Segundo o texto, ela pode produzir mapas de risco, boletins técnicos e recomendações de emergência.

O que fica em aberto

Até sexta-feira (23), não encontramos boletim da sala sobre o domingo. As previsões de tempestade podem mudar, e o Inmet atualiza seus avisos. Para quem mora nas áreas citadas, o cuidado é conferir o local e acompanhar o aviso oficial no dia.

Como fizemos: Reunimos notas do TSE e reportagens publicadas entre 21 de agosto e 23 de outubro de 2026, acessadas em 23 de outubro. O site do TSE não abriu para consulta direta, então os detalhes da portaria vêm de reportagens que a citam. Os alertas são os divulgados pelo Inmet e reproduzidos pela imprensa em 23 de outubro. A única conta é o percentual de seções: 4.352 de 499.248, ou 0,87%.

Fontes