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Eleições

Lula é reeleito com 51,79% dos votos e vantagem de 4,43 milhões

Com todas as seções totalizadas pelo TSE, Lula teve 64,26 milhões de votos e Flávio, 59,83 milhões. Flávio diz que vai pedir anulação.

Lula, de camisa jeans, segura um microfone e discursa para uma multidão na Avenida Paulista, com bandeiras vermelhas e árvores ao fundo.
Lula discursa no ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, em 11 de outubro de 2026, antes do segundo turno.Foto: Ricardo Stuckert / Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Lula (PT) foi reeleito presidente do Brasil no domingo, 25 de outubro. Com todas as 499.248 seções eleitorais totalizadas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 64.256.232 votos para ele. Isso equivale a 51,79% dos votos válidos, ou seja, dos votos dados a candidatos, sem contar brancos e nulos.

Flávio Bolsonaro (PL) teve 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença é de 4.430.191 votos. Flávio não reconhece o resultado e diz que vai pedir a anulação da eleição.

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio tinha ficado à frente, com 47,03% dos votos válidos. Lula teve 45,16%. No segundo turno, Lula reverteu a posição. Segundo a Rádio Senado, ele foi eleito presidente pela quarta vez.

A vantagem é maior que a de 2014 e a de 2022

Em 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves por 3.459.963 votos. Em 2022, Lula derrotou Jair Bolsonaro por 2.139.645 votos. A vantagem de 2026 é 28% maior que a de 2014 e mais que o dobro da de 2022.

Pontos percentuais são a diferença entre dois percentuais. Em 2026, a distância foi de 3,58 pontos percentuais. Em 2014, foi de 3,28, e em 2022, de 1,80.

A vantagem de 2026 supera a de 2014 e a de 2022 Segundo turno: diferença em votos; abstenção em % dos eleitores aptos

Ano Vencedor (% válidos) Diferença em votos Abstenção
2014 Dilma: 51,64% 3.459.963 21,10%
2022 Lula: 50,90% 2.139.645 20,59%
2026 Lula: 51,79% 4.430.191 19,22%

Fonte: TSE, por meio das reportagens listadas em Fontes. Elaboração: redação.

A abstenção é a parcela de eleitores aptos que não votou. Foi de 21,10% em 2014 e de 20,59% em 2022. Em 2026, ficou em 19,22%, ou 30.509.005 eleitores.

Flávio contesta a eleição

Flávio Bolsonaro não aceitou o resultado. Segundo a Gazeta do Povo, ele disse que “é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”. Ele também afirmou: “vamos pedir a anulação dessas eleições”.

O candidato questiona a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que permitiu prorrogar a votação em seções que ainda estavam abertas. Segundo a Rádio Senado, Flávio diz que a medida quebrou a igualdade de tratamento entre os eleitores. A mesma agência informou, em manchete, que o presidente do TSE afirmou que a prorrogação não comprometeu a apuração.

No discurso da vitória, Lula ligou o resultado à defesa da soberania nacional. Ele disse que “este país não aceita ser quintal de ninguém”, ao defender uma política externa independente, segundo o Diário do RN.

O que dizem Lula e Flávio Bolsonaro: Lula disse, na vitória, que o país “não aceita ser quintal de ninguém” e prometeu mudar o jeito de governar, segundo o Diário do RN. Flávio disse que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação da eleição, segundo a Gazeta do Povo.

O que vem agora

O TSE já somou os votos de todas as seções. A diplomação, que entrega o diploma ao eleito, ainda vem depois. O mandato começa em 5 de janeiro de 2027, pela regra do artigo 82 da Constituição, alterada em 2021.

O pedido de anulação foi anunciado, mas as reportagens consultadas não dizem se ele já foi apresentado. Contestações da eleição são analisadas pela Justiça Eleitoral.

Os números mostram uma vitória com margem maior que a de 2014 e a de 2022. Até agora, a contestação de Flávio não altera os totais publicados.

Como fizemos: Usamos os totais do segundo turno de 2026 com 100% das seções totalizadas, conforme reportagens acessadas em 26/10/2026 (Diário de Pernambuco e Gazeta do Povo). Não conseguimos abrir o portal de resultados do TSE, que bloqueou o acesso. Os dados de 2014 e 2022 vêm de reportagens com os totais oficiais de cada eleição, e a diferença em votos e em pontos percentuais foi calculada por nós. Os dados não mostram as causas da abstenção nem o resultado de eventuais pedidos de anulação.

Fontes