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Eleições

Cinco estados e o DF vão ao segundo turno para governador

Rio saiu da lista após o TSE anular votos de Garotinho; Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e DF decidem em 25 de outubro.

Mão de uma pessoa aperta a tecla verde CONFIRMA de uma urna eletrônica, ao lado de uma cédula de demonstração roxa.
Urna eletrônica em demonstração do TSE durante feira de ciências em Santa Maria, em 2022.Foto: Alejandro Zambrana / Secom/TSE / Wikimedia Commons (Domínio público)

No domingo (25), seis unidades da Federação voltam às urnas para escolher governador: cinco estados e o Distrito Federal. No primeiro turno, em 4 de outubro, a lista tinha sete. O Rio de Janeiro saiu dela depois de uma sequência de decisões da Justiça Eleitoral.

A regra é a mesma em todo o país. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nessa conta. O artigo 28 da Constituição manda aplicar ao governador as regras do artigo 77, que trata da eleição presidencial.

Se ninguém passa dessa marca, os dois mais votados disputam um novo turno. A regra vale para todos os estados e para o DF, sem limite por tamanho do eleitorado. Nesta eleição, 20 governadores foram eleitos no primeiro turno, o maior número deste século, segundo o Congresso em Foco.

Seis disputas, margens diferentes

No Acre, Mailza Assis (PP) teve 49,76% dos votos válidos, contra 32,27% de Alan Rick (Republicanos). No Distrito Federal, Celina Leão (PP) somou 49,93%, e Leandro Grass (PT), 34,48%. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) chegou a 49,65%, e Ricardo Ferraço (MDB), a 34,06%.

Seis disputas seguem para 25 de outubro Percentuais do primeiro turno, em 4/10/2026, ordenados pela diferença entre os dois primeiros colocados

Unidade Primeiro colocado Segundo colocado Diferença (pontos percentuais)
Acre Mailza Assis (PP), 49,76% Alan Rick (Republicanos), 32,27% 17,5
Amazonas Omar Aziz (PSD), 40,38% Professora Maria do Carmo (PL), 24,72% 15,7
Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos), 49,65% Ricardo Ferraço (MDB), 34,06% 15,6
Distrito Federal Celina Leão (PP), 49,93% Leandro Grass (PT), 34,48% 15,5
Tocantins Professora Dorinha (União), 45,52% Vicentinho Júnior (PSDB), 43,94% 1,6
Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União), 36,83% Cadu de Lula (PT), 36,21% 0,6

Fonte: Agência Brasil, 4/10/2026. Diferença calculada pela redação. No Rio Grande do Norte, a agência não usa a expressão “votos válidos”. Elaboração: redação.

Os dois casos mais apertados são Tocantins, com 1,6 ponto de vantagem, e o Rio Grande do Norte, com 0,6. Nos outros quatro, o primeiro colocado tem mais de 15 pontos de vantagem sobre o segundo.

Rio saiu da lista após decisão do TSE

No Rio, Douglas Ruas (PL) teve 49,27% no primeiro turno, abaixo da maioria absoluta. Em 8 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e anulou os 274.411 votos recebidos por ele. A decisão foi de 5 votos a 2.

Sem esses votos, Ruas chegou a 50,88%. Em 15 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) homologou por unanimidade a nova contagem e proclamou Ruas eleito no primeiro turno. Eduardo Paes (PSD) disse, em nota, que a decisão da Justiça Eleitoral deve ser respeitada.

Mesmo assim, o PSD levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin, relator, pediu em 19 de outubro manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU). Ele também pediu informações ao TSE, que tem cinco dias para responder. Até a publicação desta matéria, não encontramos decisão de mérito.

O que diz o PSD: Segundo a ação ao STF, relatada pelo Jornal do Brasil, a necessidade de segundo turno deve depender só dos votos dados pelos eleitores, e não de eventos processuais posteriores. Até a publicação, não encontramos manifestação da PGR, da AGU ou do TSE sobre esse pedido.

Por que isso importa para Brasília

Governadores comandam as polícias militares e civis, que a Constituição subordina a eles no artigo 144. A Constituição também divide com a União e os municípios áreas como saúde, educação e assistência, no artigo 23. Por isso, o resultado nesses estados define com quem o governo federal negocia programas a partir de 2027.

Com o Rio contado como decidido, 21 dos 27 governos estaduais e do DF já têm nome definido. Essa conta é da redação, feita com os números citados acima. A ação do PSD, porém, pode reabrir o caso fluminense.

O que vem a seguir

No dia 25, eleitores de seis unidades escolhem governador. O STF precisa decidir se o Rio terá segundo turno, depois de ouvir PGR, AGU e TSE. Os eleitos tomam posse em 1º de janeiro de 2027, segundo o artigo 28 da Constituição.

Como fizemos: Usamos os percentuais do primeiro turno publicados pela Agência Brasil em 4/10/2026 e reportagens sobre a apuração no Rio, de 8 a 19/10/2026, acessadas em 22/10/2026. Calculamos as diferenças entre os dois primeiros colocados e a contagem de 21 de 27 unidades decididas no primeiro turno, com o Rio incluído. Não conseguimos acessar o painel de resultados do TSE, por isso os números vêm de reportagens e não da totalização oficial.

Fontes