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Orçamento

Ibovespa perde 14,32% em dois dias; dólar recua 0,97%

Índice fechou aos 175.710 pontos nesta terça, e moeda caiu a R$ 5,3502; alta cambial acumulada desde sexta ainda é de 7,16%.

Operadores sentados diante de computadores e painéis com cotações na Bolsa de Valores de São Paulo.
Sala de negociações da Bolsa de Valores de São Paulo em foto de abril de 2007.Foto: Rafael Matsunaga / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Ibovespa fechou esta terça-feira (27) em queda de 0,51%, aos 175.710,05 pontos. O dólar comercial recuou 0,97%, para R$ 5,3502. Os movimentos reduziram parte do choque de segunda-feira, mas não reverteram as perdas acumuladas.

Em dois pregões, o principal índice da B3, a bolsa brasileira, perdeu 14,32%. O dólar ainda acumula alta de 7,16% no mesmo período. As contas consideram a variação composta, e não a simples soma dos percentuais diários.

Bolsa segue no negativo, e dólar mantém alta acumulada Variação em 26 e 27 de outubro e resultado composto dos dois pregões

Indicador Segunda, 26 Terça, 27 Dois dias
Ibovespa −13,88% −0,51% −14,32%
Dólar comercial +8,21% −0,97% +7,16%

Fonte: InfoMoney, Valor Data e Agência Brasil. Cálculo acumulado da redação.

O recuo não apaga o tombo anterior

Na segunda-feira, o Ibovespa caiu 13,88%, e o dólar subiu 8,21%. Agentes financeiros atribuíram o movimento ao desmonte de posições que apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro, segundo o InfoMoney. Isso é uma explicação dos operadores, não uma medida de fundamentos da economia.

Nesta terça, algumas ações tiveram forte recuperação diária. Magazine Luiza subiu 8,49%, após perder 58,23% na véspera, segundo o UOL. Mesmo com o repique, o papel ainda acumula queda de aproximadamente 54,7% nos dois dias.

Vale e Petrobras pressionaram o índice na sessão. As ações da Vale caíram 2,14%, e as preferenciais da Petrobras recuaram 2,02%, segundo o InfoMoney. A queda do minério de ferro e do petróleo também entrou na conta, mostrando que o pregão não dependeu apenas da política.

O mercado espera medidas e nomes

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo tem medidas prontas para o ajuste fiscal. Ele disse que as propostas serão anunciadas após autorização de Lula e a definição da equipe econômica do novo mandato.

Uma das possibilidades é ampliar a parcela do Orçamento sujeita a contingenciamento. Esse mecanismo permite ao governo reter temporariamente parte das despesas para cumprir a meta fiscal. A mudança depende de aprovação do Congresso Nacional.

O que diz o Ministério da Fazenda: Durigan declarou que o compromisso do governo é com a responsabilidade e a estabilidade fiscal, buscadas “com diálogo”. Segundo a Agência Brasil, ele afirmou que há medidas prontas, incluída a busca pelo centro da meta fiscal, a ser tratada com o Congresso.

Por que os números importam fora da bolsa

A alta acumulada do dólar pode encarecer insumos e produtos importados. O efeito sobre preços e crédito depende da duração do movimento, conforme avaliação de analistas ouvida pelo G1. Um pregão de queda cambial não comprova uma nova tendência.

Para quem não investe, o sinal mais direto está no câmbio. Ele influencia os custos de empresas que dependem de importações. O repasse às famílias, porém, não é automático nem igual para todos os produtos.

A bolsa, por sua vez, mede preços de ações, não emprego ou renda dos trabalhadores. Os números mostram que a cautela persistiu mesmo após a correção do câmbio. Agora, investidores esperam nomes e propostas concretas da equipe econômica, segundo o InfoMoney.

Como fizemos: usamos os fechamentos do InfoMoney e do Valor Data, além dos dados de segunda publicados pela Agência Brasil e pelo UOL, acessados em 27/10/2026. Calculamos o acumulado pela fórmula (1 + variação diária) multiplicado para cada pregão, menos 1. O mesmo cálculo foi aplicado a Magazine Luiza. Os dados descrevem dois pregões e não permitem projetar inflação ou atividade econômica.

Fontes