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STF

Após prazo no TSE, nenhum sigilo de Lula ou Flávio foi divulgado

Até sexta-feira (23), nenhum dado bancário, fiscal ou telefônico foi publicado. O ministro André Mendonça diz que a divulgação cabe a cada candidato.

Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, com a sigla TSE no alto e três cúpulas brancas na frente.
Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, fotografada em dia de eleições municipais de 2020.Foto: Senado Federal / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Até a tarde de sexta-feira (23), nenhum dado bancário, fiscal ou telefônico de Lula ou de Flávio Bolsonaro tinha sido divulgado. O prazo combinado pelas campanhas terminou às 23h59 de quinta-feira (22), segundo o Poder360. O segundo turno é no domingo (25).

As campanhas fecharam o acordo na quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os sigilos bancário, fiscal e telefônico são proteções legais que escondem contas, declarações de imposto e registros de ligações. Lula (PT) propôs a troca no domingo (18), em debate na Band, e disse que abriria os seus se Flávio Bolsonaro (PL) fizesse o mesmo. Flávio aceitou com condições, segundo a CNN Brasil. O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça.

O que foi entregue depois do prazo

Segundo a campanha de Lula, a equipe entregou na sexta-feira documentos sobre o cartão corporativo da Presidência, a agenda da primeira-dama Janja e voos da Força Aérea Brasileira (FAB). As procurações para acesso aos sigilos também foram enviadas, mas os dados não foram publicados, afirma a campanha, segundo o Poder360.

A petição da campanha de Flávio chegou ao TSE às 0h17 de sexta-feira, de acordo com a campanha de Lula, também segundo o Poder360. Ela trazia procurações condicionadas a uma decisão judicial do TSE, e não os dados pedidos. A equipe de Flávio diz ter seguido o acordo à risca, segundo a CNN Brasil.

Entre as procurações de Flávio está a da Alcazar Holding, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz. Segundo a CNN Brasil, Tomaz é investigado por lavagem de dinheiro.

O que decidiu Mendonça

Em decisão de quinta-feira (22), Mendonça entendeu que a abertura dos sigilos não depende de ordem judicial. Para ele, o sigilo protege o titular, que pode abrir mão dele quando quiser, segundo a CNN Brasil. A Lei Complementar 105/2001, que regula o sigilo bancário, permite a divulgação com consentimento do titular.

Na sexta-feira (23), o ministro reafirmou a decisão e disse que as novas petições não a alteram, segundo a Agência Brasil. Ele afirmou que não cabe ao tribunal fiscalizar os chamados desafios entre as campanhas. Mendonça também lembrou que a divulgação voluntária não substitui investigações de órgãos competentes, segundo a CNN Brasil.

O que diz André Mendonça: Em decisão de quinta-feira (22), reiterada na sexta (23), ele afirmou que cada candidato decide o que divulga e quando, sem intermediação do tribunal, segundo a Agência Brasil e a CNN Brasil.

O que segue em aberto

A campanha de Lula pediu que Mendonça reconsidere a decisão e determine a divulgação simultânea dos dados. A campanha também quer que ele requisite as informações a órgãos oficiais, segundo o Poder360. Se o pedido for negado, a campanha diz que recorrerá ao plenário do TSE.

Pelo acordo, Mendonça pediria os dados ao Banco Central, aos bancos, à Receita Federal e às operadoras de telefonia depois de receber as autorizações. A CNN Brasil não informa se ele fará esse pedido. Nenhuma data para a divulgação foi definida.

Até agora, a decisão deixou a publicação nas mãos de cada candidato. Sem data, o eleitor pode chegar ao domingo sem ver os registros. Também segue em disputa quem cumpriu o acordo, com versões opostas das duas campanhas.

Como fizemos: Reunimos reportagens do Poder360, da Agência Brasil e da CNN Brasil publicadas entre 20 e 23 de outubro de 2026, acessadas em 24/10/2026. Não encontramos divulgação de dados nem nova decisão de Mendonça após a reiteração de sexta-feira. Não tivemos acesso ao processo no TSE, por isso as entregas descritas vêm do relato das campanhas e da imprensa.

Fontes