Agora
  1. Flávio ataca Nunes Marques e repete suspeita sem prova
  2. Lula estuda 40 ministérios e superaria recorde de Dilma
  3. Damares apoia Tereza e amplia disputa pela Presidência do Senado
  4. Sidônio nega pedido para deixar Secom após reportagem

STF

PF cancela passaportes de Flávio após descumprimento de ordem do STF

Senador não entregou os documentos no prazo e teve os passaportes cancelados; relatos de ida aos EUA não têm confirmação oficial brasileira.

Flávio Bolsonaro, de terno azul, ao lado de Gustavo Afonso Sabóia Vieira durante sessão no plenário do Senado.
Flávio Bolsonaro (à esquerda) durante sessão no Senado em 1º de setembro de 2026.Foto: Carlos Moura / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Ao meio-dia desta terça-feira (27), a Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele não entregou os documentos até as 11h, fim do prazo de 24 horas definido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O cancelamento está confirmado. Já a viagem do senador aos Estados Unidos foi relatada por fontes anônimas à Reuters, à CNN e ao New York Times. Até o fechamento desta atualização, nenhuma autoridade brasileira havia confirmado oficialmente a saída.

O que é fato e o que segue em apuração

A PF informará a Moraes o descumprimento da decisão. Segundo a CNN, o cancelamento restringe o uso dos documentos nos sistemas de migração de portos e aeroportos. A medida não é uma condenação criminal e não altera, por si só, o mandato de senador.

Cancelamento é confirmado; rota de viagem ainda não Situação das principais informações até a noite de 27 de outubro

Fato Situação Fonte
Ordem para entregar passaportes em 24 horas Confirmada G1 e Agência Brasil
Cancelamento dos passaportes comum e diplomático Confirmado pela PF CNN e Agência Brasil
Saída por posto regular de controle migratório Não identificada pela PF Reuters
Viagem aos Estados Unidos Relatada por fontes anônimas Reuters e AFP

Fonte: PF, STF, Reuters e AFP, conforme publicações citadas. Elaboração: redação.

Uma autoridade da PF disse à Reuters que Flávio não deixou o país por nenhum posto regular de controle migratório. Isso não esclarece se houve outra rota. O governo da Argentina também informou não ter registro de entrada do senador, apesar de relatos sobre uma possível travessia pela fronteira.

A decisão e a investigação

Moraes determinou a entrega dos passaportes brasileiros, incluído o diplomático, e de documentos de outras nacionalidades. Também proibiu Flávio de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz. As regras são medidas cautelares, isto é, restrições adotadas durante uma investigação.

Flávio e Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Lavagem de dinheiro é a ocultação da origem ilícita de recursos. Evasão de divisas é a saída irregular de dinheiro do país. Os dois negam qualquer irregularidade, segundo o G1.

O inquérito tramita no STF porque o senador tem foro especial perante o tribunal. Esse foro define qual corte julga autoridades com mandato. O caso ainda está em investigação: Flávio não foi denunciado nem se tornou réu nesse processo.

O que diz Flávio Bolsonaro e sua defesa: em vídeo publicado na segunda-feira (26), o senador afirmou que nunca havia dito que deixaria o Brasil. Ele e Willer Tomaz negam irregularidades. Procurada pela Reuters nesta terça, a defesa não respondeu de imediato ao pedido de comentário sobre a viagem relatada.

O próximo passo cabe ao STF

A PF comunicará oficialmente o não cumprimento da ordem a Moraes. Caberá ao ministro decidir as consequências no processo. As reportagens consultadas não registram nova decisão sobre prisão até este fechamento.

A distinção entre os fatos é essencial. O cancelamento dos passaportes e o prazo descumprido estão documentados. A presença de Flávio nos Estados Unidos, a rota usada e as circunstâncias da viagem ainda dependem de confirmação pelas autoridades.

Como fizemos: comparamos as atualizações da Agência Brasil, CNN, G1, Reuters e AFP, acessadas em 27/10/2026. Separamos atos confirmados pela PF e pelo STF de informações atribuídas a fontes anônimas. A tabela registra essa diferença. Não entramos em contato próprio com a defesa; citamos apenas a tentativa de contato publicada pela Reuters.

Fontes