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Orçamento

Arrecadação federal sobe 5,62% em setembro e chega a R$ 239,4 bi

A Receita informou que a arrecadação de setembro somou R$ 239,4 bilhões, com alta real de 5,62%. No ano, o total chega a R$ 2,351 trilhões.

Posto da Receita Federal na alfândega do Aeroporto Internacional de Brasília, com letreiro azul e verde da instituição.
Posto da Receita Federal na alfândega do Aeroporto Internacional de Brasília.Foto: Vitor Cheregati / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A Receita Federal divulgou nesta quinta-feira (22) que a arrecadação federal de setembro de 2026 somou R$ 239,4 bilhões. O valor é 5,62% maior, em termos reais, que o de setembro de 2025. O cálculo desconta a inflação medida pelo IPCA, o índice oficial de preços.

Arrecadação é o dinheiro que entra nos cofres da União por meio de impostos e contribuições. É desse dinheiro que saem os recursos para saúde, educação e aposentadorias. Quanto mais a receita cresce, mais o governo tem para pagar serviços públicos.

Os números do mês e do ano

A tabela resume os principais recortes divulgados. Todos os valores estão corrigidos pela inflação e comparados com o mesmo período de 2025.

A arrecadação cresceu acima da inflação em setembro e no acumulado do ano Valores em R$ bilhões e variação real, em relação ao mesmo período de 2025

Recorte Valor Alta real
Setembro, total federal R$ 239,4 bi 5,62%
Setembro, administrado pela Receita R$ 231,4 bi 5,03%
Setembro, previdência R$ 64,6 bi 6,18%
Janeiro a setembro, total federal R$ 2,351 tri 6,97%

Fonte: Receita Federal, conforme divulgado pela Agência Brasil e pelo Metrópoles. Elaboração: redação.

Os dados foram publicados pela Agência Brasil e pelo Metrópoles no mesmo dia. Os dois veículos citam os mesmos totais. A Receita havia marcado a coletiva para as 11h, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

O que puxou a alta

Segundo a Receita, a contribuição previdenciária, o PIS/Cofins e o IRRF sobre rendimentos de capital foram os destaques. O IRRF é o imposto retido na fonte sobre aplicações e dividendos. O PIS/Cofins são tributos sobre faturamento.

A previdência somou R$ 64,6 bilhões em setembro. A Agência Brasil atribui o avanço à massa salarial, que cresceu 1,72% em agosto, e à compensação de dívidas tributárias, que subiu 14,88%. Já as importações chegaram a R$ 13,3 bilhões, com alta real de 21,07%.

O Metrópoles cita também o Imposto de Exportação sobre óleo bruto e a redução da desoneração da folha de pagamento. Segundo a reportagem, a Receita destacou o comportamento dos principais indicadores econômicos.

Total e recorte administrado

Há duas medidas diferentes no mesmo relatório. O total federal chegou a R$ 239,4 bilhões em setembro. O recorte administrado pela Receita foi de R$ 231,4 bilhões. A diferença, de R$ 8 bilhões, é calculada pela redação a partir desses dois valores. A reportagem da Agência Brasil não explica a origem dessa diferença.

No acumulado, o total federal chegou a R$ 2,351 trilhões. O recorte administrado pela Receita somou R$ 2,25 trilhões, com alta real de 6,89%.

Elo com o Orçamento de 2027

A arrecadação mensal é a base para medir se as previsões do governo estão no caminho certo. O governo enviou ao Congresso o projeto do Orçamento de 2027 em 31 de agosto. O texto estima receita líquida de R$ 2,849 trilhões, o equivalente a 19,27% do PIB, segundo o Congresso em Foco. A receita líquida desconta as transferências a estados e municípios, por isso não se compara diretamente com o total bruto divulgado hoje.

O que diz a Receita Federal: Ao explicar o resultado de setembro, a Receita citou “a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, segundo a Agência Brasil.

O que vem a seguir

A próxima divulgação mensal mostrará se a tendência de alta se mantém. A proposta de 2027 segue em tramitação no Congresso, que decide o texto final.

Como fizemos: Usamos as notas de 22/10/2026 da Agência Brasil e do Metrópoles, que reproduzem os dados da Receita Federal, acessadas no mesmo dia. Os valores de variação são os informados pela Receita, corrigidos pelo IPCA. A diferença de R$ 8 bilhões entre os recortes é cálculo da redação. Não tivemos acesso à íntegra da apresentação da Receita, por isso não detalhamos séries anteriores.

Fontes