Agora
  1. Flávio ataca Nunes Marques e repete suspeita sem prova
  2. Lula estuda 40 ministérios e superaria recorde de Dilma
  3. Damares apoia Tereza e amplia disputa pela Presidência do Senado
  4. Sidônio nega pedido para deixar Secom após reportagem

Eleições

TSE cobra da Meta igualdade entre Lula e Flávio nas plataformas

Corte eleitoral deu 24 horas para a empresa explicar anúncios, recomendações e inteligência artificial antes do segundo turno de domingo.

Logotipo em forma de laço colorido da Meta sobre fundo claro.
Logotipo da Meta, empresa responsável por WhatsApp, Instagram e Facebook, chamada a explicar medidas ao TSE.Foto: Meta Platforms, Inc. / Wikimedia Commons (Domínio público)

Na noite de terça-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu a Meta e as duas campanhas presidenciais para discutir a distribuição de conteúdo político. A empresa tinha sido intimada a explicar, em 24 horas, como garantir tratamento igual a Lula e Flávio Bolsonaro no WhatsApp, Instagram e Facebook.

A reunião foi conduzida pelo ministro substituto Marco Aurélio Bellizze. Ela ocorreu na semana do segundo turno, quando qualquer diferença de alcance pode alterar a capacidade de uma campanha falar com seus eleitores.

O que entrou na cobrança

A decisão do TSE nasceu de questionamentos sobre possíveis restrições a publicações e anúncios da campanha de Lula. O tribunal também pediu informações sobre ferramentas de inteligência artificial e mecanismos que recomendam posts, dois sistemas que não aparecem para o usuário, mas definem o que chega à tela.

A Meta negou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas. Em comunicado próprio, a empresa afirmou que concluiu as medidas exigidas pelo tribunal e que as restrições tratam de anúncios, sem afetar publicações orgânicas, aquelas feitas sem impulsionamento pago.

TSE e Meta apresentam medidas diferentes para a reta final Resumo do que foi pedido e respondido em 20 de outubro de 2026

Ator Medida ou posição Situação
TSE Explicações sobre distribuição e anúncios Prazo de 24 horas
Meta Negou favorecimento e citou falhas técnicas Informações entregues
Campanha de Lula Relatou restrições a posts e impulsionamento Questionamento em análise
Campanha de Flávio Participou da reunião com a Corte Ouvida pelo ministro

Fonte: TSE. Elaboração: redação.

O tribunal não ordenou que a plataforma escolha qual candidatura deve aparecer mais. A exigência é de isonomia, princípio que obriga a aplicação das mesmas regras a campanhas em situação equivalente. Bellizze resumiu o objetivo como “transparência e igualdade entre os candidatos”.

A diferença entre anúncio e publicação orgânica é central. Anúncios são mensagens pagas, compradas por candidatos, partidos ou coligações. Publicações orgânicas são posts comuns e continuam sujeitos às regras de conteúdo, mas não entram na trava específica descrita pela Meta.

O TSE ainda discute uma medida para suspender canais políticos de grande alcance no WhatsApp nas 48 horas anteriores à votação. A proposta alcançaria o “Exército do Lula” e a “Tropa do Flávio”, segundo a Rádio Nacional, e teria critérios iguais para todos.

O que diz a Meta: A empresa informou ao TSE que concluiu as medidas determinadas, negou interferência eleitoral e disse que problemas de alcance decorreram de questões técnicas. A declaração está na nota oficial e no comunicado enviado à Corte.

A reunião deixa uma pergunta aberta: como o tribunal poderá conferir, em tempo real, se sistemas proprietários tratam as campanhas de forma equivalente? A resposta depende dos relatórios técnicos e das decisões que o plenário ainda tomará antes de sexta-feira (23).

Como fizemos: Consultamos a notícia do TSE de 20 de outubro e o comunicado da Meta atualizado no mesmo dia. A tabela separa fatos documentados, alegações da campanha e resposta da plataforma. Não inferimos favorecimento a partir de queda de alcance, porque os dados internos de recomendação não são públicos.

Fontes