Tesouraço virou corrupção, mas não diz de onde sai o dinheiro
Em agosto, o corte previsto era de cerca de R$ 190 bilhões; no debate da Band, o alvo passou a ser a corrupção do governo Lula.
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Em agosto, o corte previsto era de cerca de R$ 190 bilhões; no debate da Band, o alvo passou a ser a corrupção do governo Lula.
Coluna de Éder Leal: só duas das 433 propostas de Flávio Bolsonaro no Senado foram aprovadas, e o histórico dele contraria o que a direita diz defender.
Vorcaro prometeu US$ 24 milhões e enviou US$ 12,3 milhões ao exterior; a PF só achou registro de entrada no Brasil de US$ 2,8 milhões.
Equipe de Flávio estuda corrigir o piso da saúde só pela inflação, e não mais pela arrecadação.
O estudo revelado pela Folha prevê cortar R$ 250 bilhões, mais que os R$ 222 bilhões de gasto livre do Executivo que um economista estima para 2027; Flávio nega o plano.
Quatro decisões judiciais derrubaram, por falhas de procedimento, as provas bancárias contra Flávio, e o mérito do caso nunca foi julgado.
Em 2026, benefícios tributários somam R$ 612,8 bilhões, cerca de 3,9 vezes o Bolsa Família; menos de nove meses após o corte de 10%, nova lei abriu exceções.
Nenhum dos dois virou lei, e em 2026 ele deixou de votar em 43% das votações nominais até junho: currículo de herdeiro, não de candidato do mérito.
Na escala 6x1 e no tarifaço, Flávio Bolsonaro trocou de lado em oito e nove dias; na Petrobras, em cerca de dez meses. Conservador conserva princípios, não conveniências.
Do segundo turno à posse do presidente serão 72 dias, ante 63 em 2022; a diplomação dos eleitos termina em 18 de dezembro.
No Senado, a derrubada do veto à dosimetria teve 49 votos, contra um mínimo de 41; a anistia ainda depende de lei e de sanção presidencial.
A lei de 2002 garante equipe e dados ao eleito, mas não vale na reeleição; em 2026, são 72 dias entre a votação e a posse.